A intensa chuva que se fazia ouvir lá fora, acabou por estragar aquela que seria a última hora de descanso antes do habitual alarme das 4:00 da manhã. Chovia tanto, que fiquei com receio de uma eventual inundação do meu quarto. "Felizmente" tive apenas infiltrações nas paredes.
Saímos do estaleiro, com o receio de encontrar aquele perigo ainda mais temivél de conduzir na estrada de Samba, mas desta vez com piso molhado. Até um certo ponto, acreditamos mesmo ser impossível ir para Luanda, visto que todos os caminhos se tinham transformado em piscinas de lama.
O que mais me chateou hoje, foi o facto do meu "Boss" querer que eu utilizasse o meu computador pessoal para trabalhar. Cheguei mesmo a ser acusado de "não querer trabalhar".
Já a caminho de "casa", surgiu-me a ideia que o dia não podia ficar pior, e que a minha almofada me fosse trazer o sossego que tanto desejava. Numa tentativa de escapar aquele trânsito impertinente, decidimos tomar um atalho. Seguimos uma estrada escura e esburacada com a sensação que estariamos a ultrapassar algumas centenas de carros parados naquela maldita estrada, e a ganhar terreno em direcção ao "30". De repente deparámo-nos com uma daquelas piscinas de água que ocupava de forma "egoísta" toda a largura da estrada. Sem olhar para trás, e com a plena convicção que este era o caminho a seguir, entrámos naquele lodo, e "zashhh" ...o carro foi abaixo. Deixámos o carro percorrer alguns metros, e tentámos reanimá-lo ...mas sem exito. Ali ficamos 2 longas horas à espera que nos viessem ajudar.
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