O dia prometia. Não sei especificar concretamente o que? mas prometia. Cheguei a sentir-me uma especie de "Mourinho". Deram-me 11 trabalhadores para inicar uma obra no Palácio do Vice-presidente de Angola. Eu tinha a táctica bem estudada. Restava apenas saber qual seria o resultado final. Depois da obra ter começado, tive a visita de um senhor que parecia ser "importante". Parece que o barulho proviniente das demolições incomodaram os "ministros". Com uma expressão facial muito pertubada, pediu "silêncio". Senti que me estavão a pedir para marcar golos num cesto de basquetball. As obras normalmente fazem barulho.
Fui obrigado a adiar a obra "until further instructions". Parece que tinha a táctica correcta, mas o planeamento errado :/
Recebi ordens para regressar à "base", e inciar os trabalhos referentes à próxima obra. Estava prestes a aventurar-me pelas ruas de Luanda numa "lambreta" angolana. Sentei-me na lambreta, atrás do designado "moto-boy", e perguntei: "onde é que é suposto a gente se agarrar?". Tinha a ligeira sensação que devia ter pedido o livro de instruções. Mas não me restou alternativa, se não mesmo agarrar a parte inferior do banco com a pontas dos meus dedos, e iniciar a viagem. Durante 20 minutos, percurri metade da cidade de Luanda, atravessando estradas de terra batida esburacadas, estradas "semi-alcatroadas" com lombas que mais pareciam degraus. Cheguei mesmo a passar entre 2 autocarros que gradualmente se ia aproximando um do outro, encurtando aquele espaço por onde a gente se tinha enfiado. Mas consegui sobreviver a viagem. No final fiquei com a sensação que tinha passado o último nivel dos "angry birds".
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| A famosa "lambreta" do "Moto-boy" |
Resta apenas mencionar a ocorrência de mais um acidente na estrada de Samba. Sem perceber concretamente como aquilo tinha acontecido, vi um camião carregado de pedra, em cima de um ligeiro. Um tractor recém-chegado tentava tombar o camião para o lado contrário, permitindo resgatar os passageiros que provavelmente já estavam esmagados:

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